TOP 15 Recomendados da Temporada de Primavera 2017

Tendo em consideração as séries que acompanhámos durante a temporada passada, a equipa do Anihome apresenta o seu TOP 15 Animes Recomendados da Temporada de Primavera de 2017. Esta foi uma temporada recheada de sequelas e por ser um top de recomendações e não um top das melhores séries, primeiras temporadas terão prioridade sobre sequelas.

15 – Frame Arms Girl

Dos estúdios Zexcs e Studio A-CAT tivemos esta temporada Frame Arms Girl.

Frame Arms Girl descreve, como o nome indica, uma rapariga, que na realidade é um robozito de meio palmo construído para combater outras Frame Arms Girls de modo a documentar não só como a sua inteligência e adaptabilidade aumenta com experiência, mas também estudar o seu desenvolvimento psicológico resultante não só de combater mas também da interação com humanos e outras Frame Arms Girls.

Passando à história concreta, acompanhamos Gennai Ao à medida que uma série de pequenos robôs lhe invadem a casa com o intuito de andar à porrada uns com os outros. Nada realmente acontece ao longo dos 12 episódios, não havendo uma narrativa muito definida, sendo que a maior parte dos episódios consistem na introdução de uma nova Frame Arms Girl ou na exploração dos seus sentimentos. Não vou mentir, a história é aborrecida, as personagens são desinteressantes, as lutas são previsíveis e têm falta de tensão porque se passam numa dimensão alternativa em que, não interessa o dano que as participantes sofram, quando a batalha acaba elas voltam à “realidade” como novas, sem um arranhão.

A animação é outro tópico “quente” neste anime, mas, ao contrário do que é normal por aqui, é por péssimas razões. O CG neste anime, apesar de ter bons characters designs, que se integram bem com os elementos 2D, é muito pouco animado, com isto quero dizer, que na maior parte do tempo, as personagens estão sentadas pelos cantos a falar e quando se mexem são muito rígidas, quase como action figures. Claro que ao fim de alguns episódios habituamo-nos, mas o que estraga tudo é quando decidem pôr alguns cortes em 2D das Frame Arms Girls lá para o meio.

O anime em si dá a impressão de que os estúdios não queriam que os robôs fossem 3D (indicado pelas breves instâncias em que animam as Frame Arms Girls em 2D para cenas de impacto emocional) mas que recorreram a CG por ser uma forma barata de animar as múltiplas armas e armaduras integradas no conceito das Frame Arms Girl.

Posso partilhar o quanto me diverti com o mini idol show que houve no último episódio a propósito de nada em particular. Isso mesmo, como quem não quer a coisa, metade do último episódio consiste nas diversas personagens a cantarem e dançarem estilo ídolo.

Conclusão: sendo que visual e tecnicamente o CG tem melhorado muito nos últimos anos, também tem sido muito aproveitado como meio de cortar em custos de animação, sendo este um exemplo clássico. A recomendação está aqui mais como um exemplo de um anime que tinha bons modelos mas não fez bom uso deles, para desmentir que o problema do CG em anime é dos estilos não poderem coexistir devido às diferenças nos modelos/art style. Neste caso o problema residiu em preguiça, falta de recursos ou ambos. Tal como nos defendemos (mais eu que eles, eles vão atrás das minhas filosofias), temos de ver o mau e perceber porque está mal para apreciar o bom ;).

Escrito por MurasakiHime


14 – Fukumenkei Noise

Sabem quando começam a ver um anime só porque sim, porque “quão mau pode ser?” e depois é muito pior do que estavam à espera? Isso foi a minha experiência com Fukumenkei Noise. Onde é que eu tinha a cabeça para achar que ver algo com as tags Romance e Shoujo, produzido pelo estúdio da Brain’s Base ia dar bom resultado? Mas pronto, já chega de lamentos e exageros! Fukumenkei Noise não faz o meu género porque eu não sou muito de dramas e romances, mas pode ser que faça as delícias dos amantes de shoujo que andam por aí…

A história foca-se em Arisugawa Nino (ou Alice/Arisu), uma rapariga que vive assombrada por ter sido abandonada por todos os seus amigos/interesses amorosos na sua infância, tendo-se tornado bastante reservada em público. A somar à sua máscara autista, Alice canta todos os dias sozinha ao pé do mar, na esperança que os que a deixaram voltem para ela ao ouvir a sua voz.

Inicia-se o secundário e Nino reencontra um dos entes perdidos, Yuzuriha Kanade (Yuzu para os amigos), que está tão caídinho por ela que criou uma banda a pensar nela como cantora. Rapidamente Nino se junta à banda dele, os “in NO hurry to Shout” e, uma vez na indústria da música, Nino toma conhecimento que Sakaki Momo (o seu amado de infância) é um compositor famoso. Começa então um jogo das cadeiras parvo dos personagens uns atrás dos outros, num triângulo amoroso que de triângulo tem pouco que não leva a lado nenhum e dura praticamente a série inteira. A conclusão da história é apressada e não conclui realmente nada (talvez porque o mangá ainda está a sair?).

As personagens são tudo menos originais, sendo praticamente vazias de personalidade. Todas as suas acções são previsíveis, o que torna a história muito aborrecida a longo curso. Não existe desenvolvimento nenhum e as personagens são completamente uni-dimensionais.

A animação é bastante mediana, mas a utilização de CG durante os concertos foi demasiado óbvia, e parecia fora de sítio. Isso e o artstyle, que penso que não foi bem adaptado para animação (as caras das personagens pareciam que estavam sempre deformadas), dá ao anime um visual pouco agradável à vista.

Então e a música? Um anime de música deve ter boa música certo? Não. E Fukumenkei é um bom exemplo disso. Ao todo, existem umas três ou quatro músicas originais da banda, que são repetidas ao longo de toda a temporada. A OST consiste unicamente numa versão mais instrumental ou orquestral das músicas que vão aparecendo ao longo da história, sendo estas dos in NO hurry ou não, o que se torna muito cansativo ao fim de alguns episódios.

Para concluir, se gostas é daqueles romances que é só drama e não romance a sério porque ninguém está numa relação com ninguém, uma história que tenta puxar pelos sentimentos e umas quantas músicas super catchy, então este é anime certo para ti.

Escrito por MurasakiHime


13 – Dungeon ni Deai wo Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka Gaiden: Sword Oratoria

Dungeon ni Deai wo Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka Gaiden: Sword Oratoria (ou simplesmente DanMachi Gaiden Sword Oratoria) é um anime do estúdio J.C. Staff baseado na light novel com o mesmo nome.

A primeira coisa a dizer sobre este anime é que não é uma sequela de DanMachi, que tem como protagonista o aventureiro Bell Cranel. DanMachi Gaiden Sword Oratoria é um spinoff da série que conta uma história diferente. O enredo principal deste anime acontece em paralelo com a história de danmachi e tem como protagonista a famosa Aiz Wallenstein.

Este anime não trás nada de novo à franquia (honestamente o ‘primeiro’ anime não foi nada de especial mas ao menos deu para entreter) este é simplesmente aborrecido e repetitivo. A primeira metade do anime funciona como um slice of life de fantasia que serve para dar a conhecer algumas personagens que aparecem no anime original com um pouco mais de profundidade. Nessa primeira metade do anime passava-se sempre o mesmo em todos os episódios, que era nada.

Na segunda metade, a série entrou num arco de aventura onde algumas peripécias começaram a acontecer e o enredo começou finalmente a avançar tornando o anime um pouco mais tolerável. Apesar de tudo, foi uma desilusão, mesmo para quem já não tinha muitas expectativas para o anime (como eu).

Contudo, não posso retirar ao anime aquilo que são os seus pontos mais fortes. Fazendo parte da franquia de danmachi, a arte e a animação de sword oratoria continuam com uma qualidade decente e que não é nada desagradável de se ver (apesar da animação falhar muitas vezes), semelhante ao seu anime predecessor.

O ponto mais sólido do anime é a banda sonora. Já durante primeiro anime tinha achado que o melhor do anime tinha sido a sua ost e o mesmo volta a acontecer com DanMachi Gaiden Sword Oratoria. Infelizmente para este anime, a sua banda sonora consiste praticamente toda na banda sonora original (ainda bem que reaproveitaram a Eiyuu Ganbou) e o facto de se terem aproveitado da ost do anime anterior mostra o quanto trabalho os produtores não quiseram ter na produção do spinoff. De qualquer maneira recomendo a quem não tem mais nada para ver e não se importe de acompanhar um anime que é apenas agradável à vista.

Escrito por António Santos

12 – Busou Shoujo no Machiavellianism

Busou Shoujo Machiavellianism é um anime dos estúdios Silver Link e Connect baseado num mangá com o mesmo nome e é um anime com uma premissa bastante simples e que se desenvolve de uma maneira bastante straightforward. A série conta-nos a história de Fudou Nomura um delinquente que é enviado para uma escola, originalmente feminina, mas que agora funciona basicamente como uma escola de correção. No topo da hierarquia estão as Supreme Five Swords, apesar de todas as alunas da escola poderem usar armas para se defender, apenas estas cinco raparigas têm autorização para carregar lâminas e são elas as encarregadas de manter todos os alunos na ordem.

O enredo deste anime é o clássico “rapaz delinquente mas que afinal não é assim tão mau é enviado para uma escola cheia de raparigas que supostamente são todas mestre Jedi e ninguém o consegue derrotar porque ele é uma espécie de super artista marcial que tem sempre um truque na manga que ninguém consegue explicar e todas aquelas que são derrotadas vão-se apaixonando por ele e juntam-se ao seu harém”. Ao vermos o primeiro episódio, conseguimos perceber exactamente como vai ser o desenrolar de toda a série

No entanto, esta série conseguiu entreter-me mais e melhor do que DanMachi Gaiden Sword Oratoria apesar de ser tecnicamente pior, confesso. Porque apesar de cliché, o enredo avançava a cada episódio; o protagonista apesar de ser um modelo bastante usado, tem os seus quês de piada e as personagens tentam ser únicas de alguma forma. Este dinamismo fez com que este anime se classificasse um pouco mais acima dos outros, porque apesar de tudo, não é aborrecido. Sim é clichê e previsível, mesmo assim não nos cansa.

Quanto à produção não há grande coisa a dizer, a arte era bonitinha apesar da animação ser bastante mediana. As cores vivas são agradáveis mas os modelos por vezes são bastante derp o que torna este anime um pouco meh quanto à sua produção. O mesmo se pode dizer da banda sonora, que não se destaca em quase nada.

É recomendado a quem gosta de shounen anime e fan service e a quem não se importar que não haja grande profundidade nas personagens ou grandes e complexas estruturas que suportem a história. É um bom anime para se passar o tempo quando não se tem mais nada para fazer.

Escrito por António Santos


11 – Granblue Fantasy The Animation

Granblue Fantasy é um jogo bastante conhecido (nem tanto pelo jogo em si, mas pelo imenso fanart ( ͡° ͜ʖ ͡°) que existe por toda a internet) e que o estúdio da A-1 Pictures decidiu converter em anime. Eu nunca joguei o jogo de Granblue Fantasy mas como conhecia diversa fanart da franquia, decidi acompanhar só para saber o porquê de tanto se falar das meninas de Granblue.

Este anime segue a história de Gran e de Lyria e as suas aventuras. Gran é um rapaz que está ligado a Lyria devido a spoilers do primeiro episódio e por isso nunca se pode afastar dela. No entanto com a ajuda de Katalina, Gran vai formando o seu grupo de aventureiros e vai viajando pelo mundo ajudando os mais necessitados aproveitando para procurar o seu pai.

Sobre a história em si: é simples, o esperado de um anime que é baseado num mobile game. Todo o enredo gira à volta de Gran coleccionar novos companheiros com poderes e habilidades diferentes. Apesar disto, mais para o final do anime, os problemas adensam-se e o enredo começa a ganhar mais forma para depois terminar de uma forma completamente insatisfatória.

Granblue Fantasy The Animation tem uma arte bastante característica e que me agrada bastante pessoalmente, o desenho com aquele estilo em rebordos grosseiros é bastante bonito. É pena não resultar bem para animação, pela arte ser tão grosseira torna-se difícil de animar e muitas vezes não só a animação fica abaixo da média devido à falta de fluidez mas os próprios modelos das personagens se tornam deficientes.

No campo do áudio não há muito a dizer. A banda sonora é bastante mediana sem grande coisa para falar de mal ou de bem. Contudo é recomendado a todos que tenham interesse em anime do estilo de fantasia ou para aqueles que jogaram o jogo e estão interessados na adaptação.

Escrito por António Santos


10 – Shingeki no Kyojin Season 2

Quase quatro anos depois, o estúdio Wit satisfaz as preces dos fãs e produz 12 episódios que reavivaram uma fandom que já estava pronta para morrer à espera de uma sequela.

Para alguém que acompanhou a série original quando estava a sair, em 2013 (e que, para ser honesta, não sou grande fã de Attack on Titan) tive alguma dificuldade em lembrar-me quem todas as personagens eram e porque é que eram importantes.

A história (que não vou spoilar) pouco avança ao longo destes episódios, estando, contudo, repleta de momentos de suspense antes de revelações que toda a gente já sabia (excepto as personagens) no final de cada episódio, o que me irritou bastante porque quebrou qualquer pace que pudesse haver. As personagens sofrem um tratamento semelhante ao da história, tendo algum desenvolvimento mas nada com real impacto, porque é feito à base de flashbacks. A meu ver quase nem contam como desenvolvimento porque não desenvolve, de todo, as personagens apenas nos mostra como elas se tornaram quem são.

As personagens e história progridem muito à base de revelações que, como já referi, servem muito de bait no final de um episódio para garantir que as pessoas voltam na semana seguinte. A estrutura dos episódios é muito previsível e torna-se aborrecido porque já estamos à espera para ver que novo ass pull vai aparecer no final do episódio.

A animação não melhorou, tendo ficado significativamente pior em alguns aspectos (tal como a utilização de CG), mas mantendo o mesmo visual geral. Não que o campo visual fosse dos pontos fortes da série mas pareceu-me que mesmo o seu estilo com linhas marcadas tenha perdido impacto.

A música continua a fazer o seu papel de dar hype a uma cena ou momento, contudo, quando vamos ver objectivamente nada realmente empolgante estava a acontecer. Era tudo efeito da banda sonora. Tirando as músicas para esses momentos em particular, a música de fundo é muito pouco memorável, sendo que eu tenho em maior consideração uma banda sonora mais consistente como um todo, e que possa ser ouvida fora de contexto.

Como deve ser perceptível, eu não sou grande fã de Shingeki no Kyojin, contudo, mais do que a série em si, o que me preocupa é a forma como um anime que arruína a sua premissa com drama e suspense desnecessário move massas, sendo o segundo anime mais popular do MAL. Para quem gostar, contudo, deve ficar contente por saber que uma terceira temporada do anime está anunciada para o próximo ano, veremos quantos delays é que esta recebe.

Escrito por MurasakiHime


9 – Shuumatsu Nani Shitemasu ka? Isogashii desu ka? Sukutte Moratte Ii desu ka?

Shuumatsu Nani Shitemasu ka? Isogashii desu ka? Sukutte Moratte Ii desu ka? (ou simplesmente SukaSuka) é um anime dos estúdios Satelight e C2C baseado num light novel do mesmo nome. Este anime é uma mistura de vários géneros como sci-fi, drama, fantasia e romance e, por vezes, uma mistura destas não costuma funcionar assim tão bem mas desta vez foi perfeitamente equilibrada.

A história gira à volta de Willem, o único humano existente no planeta, e as Leprechauns, que não são um grupo de homenzinhos verdes a falar com sotaque irlandês mas sim um grupo de raparigas com aspecto humano que se assemelham mais a fadas do que aos clássicos leprechauns que conhecemos. Contudo, as leprechauns são os únicos seres capazes de usar as espadas lendárias criadas pelos humanos acerca de quinhentos anos atrás e que servem para derrotar as monstruosas criaturas que agora habitam a Terra.

O anime começa com uma das cenas finais e faz um pouco de tease para aquilo que devemos estar à espera antes de realmente “começar”. Quando realmente “começa”, somos enviados para um mundo totalmente habitado por seres meio-animal e sabemos que os humanos estão extintos (excepto a personagem principal) e depois de alguns momentos de introdução ao mundo e algumas personagens, Willem acaba num programa militar onde tem de cuidar de armas especiais, sendo essas armas as leprechauns.

O anime apesar de manter uma atmosfera de comédia e romance durante a sua primeira metade, de certa forma, nunca abandona por completo a ideia de que o anime é dark e pesado, isso é feito através de alguns detalhes ou pequenos momentos enquanto tudo se encontra bem e que fazem com que não nos esqueçamos que este é um mundo perigoso.

À medida que o anime avança o romance entre Willem e Chtholly também vai progredindo e sem darmos por isso, o  anime faz uma grande troca com a sua primeira parte e torna-se substancialmente mais pesada e séria mas nunca abandonando os pequenos momentos de alegria e comédia.

Esta série toca em diversos temas sérios de uma forma subtil e faz bastantes metáforas com alguns problemas da realidade. A história não é uma obra de arte mas é o suficiente para me manter interessado com poucos de todos os géneros e um character development suficientemente desenvolvido para chamar à atenção. O final foi bastante agridoce mas apesar de tudo terminou em aberto o que me faz pensar que haverá uma segunda temporada (pelo menos espero que haja).

Na parte da arte podemos contar com qualidade mediana mas bastante sólida, cores vivas, desenhos bonitos e uma animação fluida. A escolha da paleta de cores durante o anime vai sendo alterada consoante o mood actual e apesar de não ser exactamente um anime que se classifique como gore, o sangue é algo bastante presente e que salta sempre à vista por contrastar com o resto das cores vivas.

No que toca ao áudio, achei que o voice acting esteve bastante bem e que a banda sonora, apesar de ser bastante ‘normal’, foi bem utilizada consoante os episódios e situações mesmo que não tenha tido uma grande relevância.

Escrito por António Santos


8 – Hinako Note

Hinako Note é um anime do pouco conhecido estúdio Passione e que segue um modelo que tem vindo a ser cada vez mais presente nos últimos anos, o típico slice of life CGDCT (cute girls doing cute things).

O anime segue os padrões normais deste tipo de anime, assemelhando-se a GochiUsa e a Kiniro Mosaic apesar de ter uma coisa que o distingue destes. Hinako Note é um pouco enganador no que toca ao seu público alvo. Normalmente os CGDCT como GochiUsa, por exemplo, têm um público alvo que abrange ambos os sexos e todas as idades. Isto não é propriamente mentira com Hinako Note, mas existe uma clara tendência para o público masculino adolescente. Isso nota-se através das quantidades enormes de fan service que o anime incorpora apesar de tudo não é nada que possa ser considerado ecchi.

Não existe uma história particularmente definida, a série é um slice of life de comédia que segue um grupo de raparigas e o seu quotidiano. Cada rapariga tem a sua característica “única”, dando imensos feelings de Lucky Star.

Um dos pontos fortes do anime é a sua solidez. Não tem uma história complexa (ou história sequer se forem por aí), não tem características únicas ou algo que o faça um grande anime mas é exactamente aquilo que quer ser. Hinako Note não tenta ser mais do que é, nem falha ao tentar ser o que quer ser, é sólido na sua construção e todos os seus objectivos são cumpridos, algo que muitas vezes falha em muitas produções por todos os géneros de anime.

Para compensar o enredo, Hinako Note tem uma animação bastante bonita e fluida com base em cores leves, claras e brilhantes. O design das personagens segue quase um modelo genérico de outros animes do género, é um estilo bastante moe.

Algo que foi bastante presente no anime foi a banda sonora, simples mas eficaz. E especial atenção para o opening e para o ending que, na minha opinião, são os fortes candidatos a melhor da temporada. Ambos estão bem animados, são cantados pelas personagens o que lhes confere uma sensação completamente diferente e a música é bastante mexida e engraçada, depois de as ouvirem são capazes de ficar com elas na cabeça o dia inteiro.

Escrito por António Santos


7 – Oushitsu Kyoushi Heine

Do estúdio Bridge temos um show que fará as delícias de fãs de bishounens mas não só. Oushitsu Kyoushi Haine (ou The Royal Tutor, como lhe passarei a chamar), conta a história de Wittgenstein Heine e da sua nova posição como tutor real dos segundo, terceiro, quarto e quintos príncipes de Grannzreich: Kai, Bruno, Leonhard e Licht, respectivamente (não se preocupem em decorar os nomes, mesmo ao fim de 12 episódios nem eu sabia qual era qual pelo nome). Apesar das boas intenções de Heine, os príncipes mostram-se relutantes em aceitar o seu novo tutor, cada um pelas suas razões, o que leva Heine a tentar ganhar a sua confiança e respeito.

Se a premissa parece genérica até agora, é porque o é, e não melhora muito depois dos episódios iniciais dedicados a compreender cada um dos príncipes. As personagens são relativamente uni-dimensionais, com personalidades e motivações super cliché; e como nos focamos muito no seu passado não vemos quase progressão nenhuma ao longo dos episódios (eles deixarem de ter uma poker face e serem honestos não conta como character development, apenas quer dizer que Heine fez um bom trabalho em compreendê-los).

A animação é relativamente decente na maior parte do tempo, mas deu-me um cancrozito de primeiro grau de cada vez que mudavam abruptamente para chibis que nada tinham a ver com o resto do visual do anime. Compreendo que o tenham feito para comedy relief mas os dois estilos eram simplesmente demasiado diferentes para assentarem bem juntos.

A música também é um pouco no lado do genérico, sem grandes notas para além daquele ed que foi live action só num episódio por alguma razão??

Apesar de todos estes pontos negativos, The Royal Tutor entreteu-me bastante esta temporada, sendo que apesar de pouco memorável, é bom como algo casual e descontraído. Recomendo a fãs de bishounen mas também daquele mix com drama/comédia de baixo compromisso com nenhum deles que outros animes como Bungou Stray Dogs tem.

Escrito por MurasakiHime


6 – Eromanga-sensei

Eromanga-sensei é o anime mais controverso da temporada. É aquele anime de que toda a gente fala, mesmo quem não o viu, seja pelos memes que circulam ou outra coisa qualquer a verdade é que Eromanga-sensei é o grande fenómeno do anime desta temporada. Isso não quer dizer que esta série da A-1 Pictures seja boa.

Para quem já viu My Little Sister Can’t Be this Cute (cuja light novel original é do mesmo autor e artista de Eromanga-sensei) este anime é quase a mesma coisa, pelo menos a premissa é bastante semelhante. Basicamente, existe um variado leque de raparigas que lutam entre si para poder ficar com o protagonista, mas acaba por ser tudo um bocado inútil porque ele está apaixonado pela sua irmã mais nova e o pior é que é mútuo. Claro que existem sempre enredos menores. Neste caso temos o protagonista Izumi Masamune e a sua irmã mais nova Sagiri que formam uma equipa de autores de light novels e que têm o sonho de ver o seu trabalho receber uma adaptação animada, é claro que a “obra prima” de Masamune é um livro sobre irmãs mais novas (claro).

Eu tenho sentimentos bastante conflituosos acerca deste anime. Para ser honesto, este anime é lixo. Preenche todos os requisitos para aquilo que eu consideraria um mau anime com todos os pontos cancerígenos que este possui. Mas a verdade é que este foi o anime que mais me entreteve durante a temporada. É triste pensar que algo que foi criado intencionalmente para ser mau conseguiu (não só a minha) mas toda a atenção da comunidade. Todas as semanas Eromanga-sensei consegue mostrar que consegue ir além daquilo que estávamos à espera e isso resulta numa comédia bastante cringey mas, de facto, divertida e cheia de memes.

Um dos pontos que são realmente decentes neste anime é a animação. A animação é bastante fluida e é feita com atenção especial aos detalhes, até temos algo pouco usual em anime que é um animador pessoal encarregado de animar apenas uma personagem, sendo essa personagem a principal figura feminina da série: a Sagiri. Apesar do design das personagens ser um pouco questionável por parecerem todas um pouco iguais (mesmo entre os outros títulos do autor) os desenhos são bonitos e agradáveis de ver e as cores escolhidas são normalmente vivas e fortes, o que dá um tom alegre que combina com aquilo que o anime tenta transmitir ao público.

Ao nível do som é de referir o voice acting. De uma forma geral todos os actores cumpriram o seu papel bastante decentemente, sendo bastante expressivo e transmitindo bem o papel da personagem. Contudo é de dar especial atenção a Akane Fujita que faz a voz de Sagiri que é a alma deste anime

Os temas de abertura e de encerramento merecem também ser referidos, sendo que ambos contam com uma música que nos faz ficar a cantarolar o dia inteiro e ambos têm uma ótima animação, apesar de não muito complexa (ou no caso do opening, bastante genérico).

Basicamente Eromanga-sensei é lixo, mas no entanto consegue cativar os corações de quem vê através de cores bonitas, memes, comédia bastante genérica e fan service excessivo.

Escrito por António Santos


5 – Alice to Zouroku

Baseado num mangá com o mesmo nome, Alice to Zouroku centra-se na relação de Zouroku, um velho florista que apesar de rabugento tem um bom coração; e Sana, uma rapariga dotada com poderes dos “Alice’s Dreams”. O que é isso? Eu também não sei porque apesar de ser o foco do anime nunca ninguém explica o que eles são, mas são uma espécie de super poder que pode ser basicamente qualquer coisa, desde algo muito específico, como produzir setas, a algo muito genérico, como a capacidade de tornar realidade tudo o que o sujeito imagina. Uma conexão entre o tipo de poder e a psique das personagens é feita a certa altura, mas depois temos personagens, como Ichijou Shizuko, cujos poderes tomaram a forma das habilidades da personagem um anime que ela estava a ver quando os ganhou por isso não sei, é muito pouco claro.

Voltando à história, Sana encontra Zouroku após fugir de um laboratório onde experiências eram conduzidas em pessoas com os poderes de Alice’s Dreams, numa tentativa de compreender e replicá-los para usos militares. Ao início, parece que este vai ser outro Elfen Lied e outros tais com uma premissa semelhante, contudo ao fim de alguns episódios a organização é desmantelada e Sana deixa de ser perseguida, tornando-se o anime num slice of life típico em que Sana tem de aprender a viver uma vida normal.

Sendo este um setting de fantasia e poderes mágicos, diversas personagens vão aparecendo com novos poderes mas o grande objectivo de Sana é ser normal e humana, fazendo de tudo para manter a sua vida pacífica com Zouroku.

Visualmente é um anime bastante bom, com animação consistente e fluida, contudo o artstyle não faz muito o meu estilo e quebrou bastante a minha imersão ver alguns ângulos em que parecia que as caras dos personagens estavam todas distorcidas (opiniões podem variar).

Apesar de tudo isto acho que Alice to Zouroku é bom para ser visto com algo casual e não para se pensar muito sobre a história. Com a sua paleta de cores suave mas brilhante faz-nos sentir confortáveis, e os momentos mais slice of life são muito agradáveis.

Escrito por MurasakiHime


4 – Saenai Heroine no Sodatekata ♭

A segunda temporada de Saenai Heroine no Sodatekata (Saekano para os amigos) trouxe consigo algumas mudanças em relação à prequela, quer a nível de tom, quer a nível da produção em si.

Começando por este último aspecto, diria que a produção quer visual quer áudio continua um dos pontos fortes de Saekano, com animação consistente e acima da média, com uma ou outra cena de cortar a respiração, mas no geral, muito visualmente agradável.

No campo do áudio o highlight é para as atrizes Kayano Ai e Oonishi Saori pelos seus papéis como Kasumigaoka Utaha e Sawamura Eriri, respectivamente (as “heroínas” desta temporada). Conseguiram dar uma nova dimensão às personagens ao interpretar de forma bastante humana as cenas mais tensas, um grande salto em relação ao seu tom mais mecânico e forçado para soar mais *anime*. Quando o guião pedia emoção elas estiveram à altura, com uma das melhores actuações da temporada.

Comparado com a prequela, flat (♭) tem um tom muito mais pesado, focando-se menos na comédia tola e no harém de Aki Tomoya, mas sim no processo criativo das duas pequenas celebridades do grupo Blessing Software, Kasumigaoka Utaha e Sawamura Eriri. A primeira vê os seus dias de secundário a chegar ao fim e começa a repensar a vida na perspectiva de prosseguir com os estudos na faculdade, enquanto a outra encontra-se num bloqueio artístico, sendo incapaz de produzir arte para o jogo que o grupo está a desenvolver, resultando em inúmeros atrasos na sua produção.

Não quero spoilar ninguém, mas digamos apenas que os nervos estão muito à flor da pele nesta temporada e que A-1 Pictures mostra que está a altura do desafio de trazer estas personagens à vida com espectacular animação e arte. A música, apesar de passar um pouco despercebida pelo meio de tanto diálogo é agradável e adequa-se bem aos diversos momentos e sentimentos a transmitir, realçando o talento de Hyakkoku Hajime com música simples mas sentida.

Esta temporada mostrou um novo lado deste franchise que eu não achava que existia (não me importava que fosse só close ups em coxas e decotes, mas se podemos ter também uma história bem contada e com impacto, melhor para todos ;)) o que é sempre uma boa surpresa. Adorei a abordagem à criatividade e produção de arte, por isso se forem artistas têm grandes probabilidades de gostarem desta temporada (ou odiá-la por ser tão relatable).

Contudo, este não será um anime para todos, uma vez que é carregado de diálogo e acompanhado por fanservice só porque sim, ao estilo de coisas como monogatari, por isso se diálogo e fanservice não são a vossa praia vão penar até chegar a esta segunda temporada.

Escrito por MurasakiHime


3 – Tsuki ga Kirei

Tsuki ga Kirei é um dos meus favoritos desta temporada. Este slice of life é um original do estúdio Feel. e na verdade foi um anime que não acompanhei desde o início da temporada. Depois de andar a passear pela internet fui encontrando pequenas aparições deste anime o que me despertou o interesse e dei-lhe então uma oportunidade, assim que comecei a ver pensei “porque raio é que não há mais gente a falar disto?”

O anime descreve o romance entre Mizuno Akane e Azumi Kotarou, dois estudantes de uma escola básica. O enredo é bastante frontal, direto e acima de tudo, simples. É um verdadeiro slice of life no sentido em que cada episódio nos mostra um pedaço da vida de cada um dos protagonistas (ou por vezes outros personagens secundários) e o anime fá-lo de maneira em que a história nunca fique estagnada porque o dia-a-dia dos protagonistas é o principal ponto do enredo e é a mostrar a passagem do quotidiano dos personagens que a história progride. Sim, existe progresso em cada episódio apesar de ser um puro slice of life, todos os episódios têm o seu propósito para o progresso do romance e não existem apenas para “encher”.

Algo que me despertou bastante atenção foi o facto do anime ser bastante realista. Ver o romance entre Akane e Azumi, que servem de modelo para qualquer criança daquela idade, fez-me lembrar de coisas que realmente aconteceram e muitas vezes da mesma forma. Este realismo na forma como as personagens sentem emoções reais que são influenciadas por razões que na realidade fariam sentido faz com que haja uma grande probabilidade deste anime ser relatable de alguma forma para toda a gente. As relações entre personagens, não só entre as principais, mas também entre personagens secundárias ou terciárias são autênticas, fluidas e reais. O progresso também não é nada forçado, é mesmo um simples slice of life protagonizado por uma sensação de naturalidade com a inocência e pureza das crianças daquela idade.

O campo da animação é talvez o ponto mais fraco do anime infelizmente. Apesar de ter um design bonito e uma paleta de cores bastante agradável, a animação é muitas vezes pouco fluida e os personagens parecem um pouco derp como consequência (apesar de tudo existem cenas ou situações muito bem animadas). Também existe CG lá disfarçado, mas muitas vezes fica bastante mal ao ponto de quase dar cancro.

Apesar de tudo, existem pontos da animação que merecem atenção positiva como os detalhes da linguagem corporal dos personagens. Mais uma vez a produção conseguiu produzir o comportamento humano com bastante realismo e muitas vezes conseguimos saber exactamente o que os personagens estão a sentir apenas pelo facto de como eles se exprimem (fugindo à norma de como os outros animes o fazem) através de movimentos das mãos ou com o piscar dos olhos (que já agora, é algo constante durante o anime).

O campo do áudio é superior ao da animação e também contribui bastante para o sentimento de calma e relaxamento que se sente ao ver este anime. A banda sonora é bastante agradável, apesar de não ser uma presença constante (muitas vezes o anime só tem som de ambiente) quando há é simples e dá um ambiente calmante não havendo sons muito altos ou particularmente mexidos.

O realismo deste setor está dividido por duas partes: o ambiente e o voice acting.  Normalmente o ambiente são apenas sons de fundo: barulhos da rua, da cidade, pessoal a falar, movimento dos carros, etc. algo que realmente nós ouviríamos se estivéssemos no local que também ajuda na imersão. O voice acting não é o típico voice acting que ouvimos em 95% dos animes. Em Tsuki ga Kirei é como se estivéssemos a ver um dorama, os personagens falam como um comum cidadão do Japão, sem vozinhas especiais, apenas falando normalmente. É um bom anime para praticar o ouvido para quem estiver a aprender japonês. É de notar que o anime usa algumas insert songs durante alguns episódios que encaixam perfeitamente no ambiente que o anime apresenta.

Concluindo, Tsuki ga Kirei é um anime com visuais bonitos em geral mas com uma animação fraca (apesar de profissional ao nível de animar perfeitamente a linguagem corporal dos personagens). É um slice of life de romance bastante querido e relaxante, com uma boa banda sonora e bastante realista a vários pontos, o que o torna possível uma conexão com as personagens em vários momentos.

Escrito por António Santos


2 – Zero kara Hajimeru Mahou no Sho

Se tivéssemos um prémio “revelação da temporada” seria para este anime. Zero kara Hajimeru Mahou no Sho (ou Grimoire of Zero) aparenta ser apenas um banal anime de fantasia, repleto de magia e criaturas fantásticas como os que vemos aos molhos todas as temporadas, mas tem melhor história e personagens mais complexas que a maior parte dos anime populares, partindo-me o coração como passou despercebido a muitos.

O anime passa-se num mundo fantástico onde existe feitiçaria e magia mas a sua utilização é temida, levando à perseguição de tudo o que lhe está associado, bruxas inclusive. Uma grande caça às bruxas está em curso por parte do reino, semelhantes às do nosso século XV, resultando na queima das acusadas de bruxaria na fogueira; por outro lado, uma revolução mágica está em curso graças a introdução de magia (diferenciado de feitiçaria por produzir resultados mais rápidos e poderosos), permitindo a praticamente qualquer um aprender e praticar magia. Em paralelo com a agenda mágica, existem seres chamados beastfallen, híbridos entre humanos e bestas, resultantes de feitiçaria ancestral. Tal como as bruxas, os beastfallen são mal vistos, contudo, sendo fisicamente superiores a um humano normal, a discriminação fica por aí.

A história tem uma premissa bastante simples e banal: certo dia Youhei (que quer dizer mercenário, porque ele nunca diz qual o seu nome), um beastfallen na forma de um tigre, encontra uma poderosa bruxa chamada Zero (de novo, este não é o verdadeiro nome dela, mas pronto, cenas de magia am I right?) e ambos formam um contracto em que Youhei age como guarda costas de Zero enquanto esta procura por algo que lhe foi roubado, e em troca ela devolve-lhe o seu corpo humano. A partir daqui a história espirala em complexidade e temas, à medida que nos vamos cruzando com novas personalidades cujas visões do mundo diferem das dos nosso protagonistas; sendo que as visões que eles têm do mundo também diferem entre si, mas isso é parte do que faz as suas interacções tão interessantes.

A narrativa nunca gasta tempo, sendo quase todas as cenas utilizadas quer na construção do mundo e das personagens, ou utilizadas mais tarde como parte da história. Mesmo os momentos mais slice of life servem sempre algum propósito, algo que gostei bastante. Os episódios pareciam durar muito mais do que os 20 minutos porque parecia que tantas coisas aconteciam por episódio, sem que nunca ficasse aborrecida.

As personagens, apesar de parecerem simples ao início, revelam-se bastante complexas, sendo o que vemos à superfície raramente o que elas são na realidade. O que a somar ao facto de não haver praticamente distinção entre o lado dos “bons” e dos “vilões”, dá um toque muito interessante às personagens desta história. Não há um herói, tal como não um vilão, cada um faz o que acha que está certo, sendo que “uma bruxa tenta sempre sair a ganhar”.

A animação, pelo estúdio White Fox, é um pouco acima da média, mas é muito consistente, mantendo sempre a mesma qualidade ao longo de todo o anime, algo que eu valorizo sempre, mais do que ter um primeiro episódio muito forte e depois ir caindo aos bocados *coughYuriOnIcecough*.

Recomendo vivamente a todos os fãs de aventura e fantasia, mas não só, porque acho que entre um pouquito de romance e intriga este anime tem muito por onde escolher e de certeza que há-de agradar a muitos. Acho uma pena ter passado um pouco por debaixo dos radares de muita gente, mas é algo que acho que merece o tempo investido, e pode ser que mude a forma como vê história e/ou personagens para o futuro. Como é uma adaptação de uma série de light novels que ainda está em serialização pode ser que tenhamos uma sequela, mas eu prefiro sempre manter as esperanças baixas.

Escrito por MurasakiHime


1 – Little Witch Academia

Longe vai 2013, e com ele a primeira amostra que tivemos de Little Witch Academia, na forma de um filme de 26 minutos; seguiu-se um segundo filme, Little Witch Academia: Mahoujikake no Parade, em 2015; e serialização de um mangá, em 2016. Agora, cinco anos depois, somos magicamente abençoados com mais uma iteração desta história original, que explora ainda mais a fundo a saga de Kagari Atsuko, uma rapariga normal, que sonha tornar-se numa bruxa capaz de entreter e fazer sorrir milhões.

Ao bom estilo do estúdio Trigger, a série é repleta de comédia visual, utilizando o artstyle tosco ao seu máximo, mas também de momentos cheios de impacto e sakuga, que mostram o quão bom o estúdio é a construir as suas narrativas e a transmitir emoções fortes, não só pelo conteúdo, mas também pela forma, ou seja, não só pela história em si, mas também pela forma como está apresentada. Os 25 episódios foram aproveitados ao máximo, donde temos um arco completo de desenvolvimento não só da Akko, mas também de outras personagens como Diana ou Professora Úrsula, cujos papéis se tornam mais importantes do que pensávamos ao início.

A história tem um equilíbrio fantástico entre comédia e drama, ambos na medida certa para que nos divirtamos com as palhaçadas, mas também sabe quando ser sério e quando o é quase que nos leva às lágrimas com uma combinação fortíssima de animação excelente, música excepcional, e claro, uma narrativa encantadora em que de certo muitas pessoas se encontrarão devido aos seus temas sobre trabalhar no duro para alcançar o que se deseja, mesmo quando tudo e todos parece estar contra nós. E não me refiro apenas a Akko com esta frase, a importância da perseverança e da autoconfiança são os temas centrais de quase todas as personagens com mínima importância, algo evidenciado pela frase que o anime carrega como motto: “um coração que acredita é a tua magia”, fazendo uma fácil transição para o dia-a-dia fora da série.

Tudo isto pode parecer muito vago, contudo falar sobre história ou personagens mais em detalhe a alguém que não viu Little Witch Academia é muito complicado, porque grande parte do desenvolvimento acontece aos poucos; isto não é uma história sobre “o escolhido/a” com uma grande conclusão no final, não, é uma história sobre caminhar em direção aos nosso sonhos, e isso não tem um plot definido, daí a história ser uma colecção de eventos na vida mundana de Akko na escola de magia que de alguma forma a ajudam a crescer. Por isso, para explicar a história teria de explicar tudo o que acontece em todos os episódios, e para isso mais vale ver o anime. O mesmo acontece para as personagens, sendo esse campo, contudo, um pouco mais difícil de aproximar devido a spoilers.

A produção quer visual quer áudio foi das melhores nas temporadas em que o anime saiu, dando o artstyle um charme peculiar ao tom da história quando mais leve, e a fantástica animação aquele arrepiozinho espinha acima nos momentos mais intensos.

Não consigo recomendar Little Witch Academia suficiente. Para novos no franchise, podem começar por qualquer uma das adaptações (de anime, não sei acerca do mangá porque ainda não o li), mas para maior impacto recomendo a ordem pela qual os animes saíram, uma vez que vão adicionando bagagem e contexto, contudo, se isso parecer muita coisa, a série recapitula grande parte do que está nos filmes, por isso não perdem muito se os saltarem.

Escrito por MurasakiHime


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António Santos

Sou um amante da cultura japonesa que estuda nos tempos livres. Ver anime, ler manga e jogar preenchem a maior parte do meu dia. A outra parte é dedicada ao Anihome.

One thought on “TOP 15 Recomendados da Temporada de Primavera 2017

  • November 26, 2017 at 13:40
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    Hi its fantastic piece of writing on the topic of cultureand entirely defined, keep it up all the time. vielen dank

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